
O que nos aconteceu?
Havia no nosso riso a imagem da cumplicidade, eramos tanto e tornámo-nos num nada que me transcende.
Demos mais um passo naquele caminho, o caminho que nos afasta. O caminho que nos leva à distância que se conquistou por erros, por atitudes desagradáveis, por mágoas que se transformaram em feridas abertas.
Queres saber de uma triste realidade? Esta distância não tem perdão.
Eu tentei, eu sei que tentei, mais até...lutei, lutei pela salvação daquela imagem que o nosso riso transmitia. Mas não consegui. Porquê? Porque sou feita de força e de fraqueza, de lágrimas e risos, de serenidade e de raiva. E não consegui. Fizeste vir ao de cima a minha fraqueza, as minhas lágrimas, a minha raiva.
A minha mente preenchia-se de paciência, mas tu fizeste de tudo, para esgotá-la. O meu limite, o meu limite tu ultrapassaste-o. Admito. Admito que não fui capaz de evitar isto.
A cada acto teu, magoas sem querer saber, feres sem te importares. E nesse teu eu de dúvidas constantes, não consegues parar para pensar, parar para colocares a ti própria a questão: o que nos aconteceu?
Não quero, não posso e não vou dizer que só tu és o problema, porque tenho consciência daquilo que faço ou deixo por fazer e sei que também sou dificil. Mas não vou mais assumir uma culpa que não é minha e não vou ser eu a procurar a solução, se é que ela ainda existe.
Vamos guardar as gargalhadas partilhadas, as lágrimas que amparámos, os abraços que nos consolaram.
Procura o porquê desta situação se quiseres, porque eu não vou tentar mais.
Pensa...pensa no valor que não deste, naquilo que perdeste.
Mas não o vais fazer, pois não? Infelizmente, eu sei a resposta.









