sexta-feira, 7 de outubro de 2005


4 de Setembro... que dia este... se eu soubesse o que sei hoje, mas nao me arrependo... contigo, seja o que for nao me arrependo :)  Posted by Picasa

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

A bela da...

A bela da gargalhada hoje foi daquelas únicas e vindas mesmo do fundo do peito... hoje senti aquela maravilhosa "dor" de barriga de tanto rir, até fiquei sem ar. Senti-me tão bem a soltar aquele riso, alto e engraçado, que levou o pessoal ao delírio.

Meu... que puta, a bela da gargalhada :)
Meu... caga nisso!!!

Muito bem-disposta por causa da bela da gargalhada que hoje me caiu lindamente :)
Adoro-vos* (aquele pessoal "maravilhástico" do 11º9)

Porque.

"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são túmulos caiados
onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
e os seus gestos dão sempre dividendo
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
e tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."

Sophia de Mello Breyner

terça-feira, 4 de outubro de 2005

"Quer pouco, terás tudo
quer nada: serás livre
o mesmo amor que tenham
por nós, quer-nos, oprime-nos"

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Respiro o teu corpo.

"Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca. "

Eugénio de Andrade

Respiro-te... :)

Um dia mau.

Hoje foi um dia mau. Melhor dizendo, foi estúpidamente dificil... foi chato. Hoje não estava bem em mim, foi sem dúvida, um dia em que estive longe da minha boa-disposição que aparento todos os dias. É verdade, que todas as manhãs que acordo sinto-me sempre bem porque sei que me vou rir durante o dia. Até pode ser apenas uma gargalhada, mas todos os dias tenho a sorte de ter algo que me faça rir. Ou nas aulas, ou no Atenas, ou no Cantinho do Senhor na escola... mas hoje não houve. Não me ri, não fiz ninguém rir. Hoje não me dei ao luxo de rir alto, sem conseguir parar, no meio de uma aula qualquer... hoje não me doeu a barriga do riso em excesso. Um dia mau... pensei eu no regresso a casa no autocarro ao lado da Libas. Estava tão em baixo, tão sem animo nenhum, que nem ali me ri... tentei-me conformar que hoje não iria ter risos. Mas... para reforçar este dia mau, vinham duas senhoras (detestáveis), a gritarem-me aos ouvidos e todas as pessoas que ali estavam, pareciam estar todas contra mim, ajudando aquele dia terrível. Desesperei... e quando finalmente cheguei a casa, a pensar que tudo já tinha passado, o dia mau continuou a perseguir-me mas... o que eu pensei que ia ser um momento de agonia, acabou por passar despercebido. Menos mal... E pelos vistos, o Benfica ganhou e já recuperámos mais algum terreno... nada mau, nada mau.
Mas sinceramente espero, que amanhã seja tudo diferente e que tenho o "bichinho" do meu riso dentro de mim. Ele hoje fez-me muita falta...

Texto muito estúpido, eu sei... mas a minha angústia é tanta que não dá para mais...
E claro, ele está no meu pensamento... hoje ainda mais que ontem. (Assim, o que posso esperar dos meus dias sem ser esta agonia?)

sábado, 1 de outubro de 2005

Sempre.

No fundo, cá dentro, hás-de sempre estar...

Algo familiar...

« Olha, estás a ver o que é tu quereres muito uma pessoa mas mesmo muito e não a poderes ter?
É a tal coisa.... eu não o posso ter e queria mesmo muito! »

* Posted by Picasa

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Vazio.

Sem ti nos meus braços, sinto um vazio na alma. Dou por mim à procura do teu rosto no meio das multidões – sei que é impossível, mas não consigo conter-me. A minha procura por ti é uma busca interminável destinada ao fracasso.
Por vezes a minha dor é esmagadora, e embora compreenda que nunca mais nos voltaremos a ver, há uma parte de mim que quer agarrar-se a ti para sempre.
Talvez um dia eu consiga entender aquilo que aconteceu connosco e enquanto não atingir esse meu desejo de perceber tudo, vou recordar as coisas boas e tentar não pensar nas más.
Vou tentar pensar, em quando andávamos os dois de mãos dadas por Coimbra sem rumo, pensar em quando me enchias de beijos, ou me fazias cócegas na barriga. Pensar nas nossas tardes no Toledo a rir, a falar, aos beijinhos aqui e ali, pensar nos teus miminhos. Pensar naquela visita de estudo em que me ia metendo em sarilhos cómicos e em que nos desmanchámos a rir, pensar em quando deitei a cabeça no teu colo e tu mandavas calar toda a gente que entrava para eu descansar. Vou tentar relembrar cada segundo que te amei. Vou tentar guardar o cheiro da rosa por ti oferecida, numa noite cheia de promessas que nunca irão ser cumpridas. Vou tentar guardar-te a ti. Guardar cada sorriso nosso, cada beijo, cada suspiro, cada “amo-te”, cada olhar perdido que me dirigias nas aulas. Cada abraço, cada palavra tua. Vou tentar mesmo, não te esquecer, não esquecer o teu jeito, a tua voz, o teu cheiro, o toque das tuas mãos. E nunca me vou esquecer daquela tarde no parque da cidade em que te disse “agora eu sei, agora tenho a certeza que vamos estar para sempre juntos” ao qual me respondeste com um abraço e um “eu também sei disso”. Na verdade eu vou estar sempre ligada a ti e tu a mim, Tu vais estar ligado a mim como a primeira pessoa a quem dei tudo o que de bom tenho dentro de mim e eu vou estar sempre ligada a ti, como a pessoa que mais te amou na tua vida. Porque tu nunca irás ter alguém que te irá querer como eu te quis a ti ou amar-te como eu te amei a ti.
E por tudo de maravilhoso que me deste, vou tentar não te esquecer. Mas com a certeza que nunca irei voltar a estar nos teus braços, não voltarei a sentir vontade de lutar por ti.
É verdade que nos perdemos para sempre um do outro, mas também é verdade – ambos sabemos disso – que estaremos sempre num cantinho apertado do nosso coração. Até porque sei que gostaste de mim e sei que em tempos fomos muito, muito felizes. Nunca ninguém irá compreender aquilo que senti por ti. Mesmo ninguém.
Enfim... foste a melhor e a pior coisa da minha vida. É estranho, mas é a realidade.
Não te vou esquecer, vou-te guardar, mas... vou me despedir de ti. Os meses vão passando e a nossa história está cada vez mais distante, cada vez mais, ela se esconde no passado. E chegou a altura de dizer adeus e desta vez é que é mesmo adeus. Para sempre.
Adeus.

As palavras que nunca te direi.

«Onde estás tu? E por que razão, interrogo-me sentado sozinho numa casa escurecida, fomos forçados a separar-nos?
Não conheço as respostas para estas perguntas, por mais que me esforce por compreender. A razão é evidente, mas a minha mente obriga-me a rejeitá-la e sou atormentado pela ansiedade durante todas as minhas horas de vigília. Sinto-me perdido sem ti. Sinto-me sem alma, um vagabundo sem casa, um pássaro solitário em voo para lado nenhum. Sinto todas essas coisas, e não sou absolutamente nada. Esta, meu amor, é a minha vida sem ti. Anseio por que tu me mostres como viver de novo. (...)
Penso em ti, sonho contigo, invoco-te quando mais preciso de ti. É tudo o que posso fazer, mas para mim não é o suficiente. Nunca será o suficiente, eu sei isso, mas que mais me resta fazer? (...)
Tu sempre soubeste como fazer para que eu me sentisse bem por dentro. (...)
É possível que saibas como eu me sinto sem ti?»

Excerto do livro “As palavras que nunca te direi”

Onde estás tu?...

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Wake me up when september ends.

Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends
like my fathers come to pass
seven years has gone so fast
wake me up when september ends

Here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends

Summer has come and passed
the innocent can never last
wake me up when september ends

Ring out the bells again
like we did when spring began
wake me up when september ends

Here comes the rain again
falling from the stars
drenched in my pain again
becoming who we are
as my memory rests
but never forgets what I lost
wake me up when september ends

Summer has come and passed
The innocent can never last
wake me up when september ends

Like my fathers come to pass
Twenty years has gone so fast
wake me up when september ends
wake me up when september ends
wake me up when september ends

Green Day

Aquilo que sinto por ti é o nada que é tudo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2005


parte-me toda esta foto... ;) era uma dor nos olhos que nem me aguentava:p  Posted by Picasa

Só sei que nada sei.

Estou tão triste que me falta o chão para conseguir manter-me em pé, e resistir a esta dor que tenho dentro do meu peito! O pior é que não sei aquilo que se passa, ou sei, ou não sei... estou confusa. Sei que tenho medo, sei que me sinto insegura... sei que me sinto sozinha.
Quando o sol brilha no céu azul e estou rodeada de sorrisos de rostos queridos, eu sinto-me bem, sinto-me protegida. Mas quando a noite chega, quando a noite cai... percebo a verdadeira realidade. A minha realidade. Choro, choro tanto para mim mesma! Choro com vontade de arrancar a mágoa no meu peito, ou mesmo o ódio acumulado por pessoas más que passaram na minha vida, mas não consigo. A mágoa e o ódio estão cá dentro e sinto-me triste.
Dizem-me sempre “vais ser feliz, vai chegar o teu dia”. Mas eu não consigo agarrar esse dia, não sei procurar essa felicidade, e só sei que a cada dia que passa tudo se vai escapando das minhas mãos. Vivo num tormento muito apertado, e não me consigo libertar disso.Queria apenas (mas nem isso eu consigo)... paz!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2005

A lista dos beijinhos*

- Beijos mágicos;
- Beijos loucos;
- Beijos longinquos;
- Beijos longinquos de prazer;
- Beijos eternos de doçuras;
- Beijos pequeninos (ou minusculos);
- Beijos divinais;
- Beijos com efeitos especiais;
- Beijos húmidos;
- Beijos anorécticos;
- Beijos gordos;

Muito, muito à frente... :)*

O mundo está nas nossas mãos?

"O mundo está nas vossas mãos, só não é feliz quem não quer", foi mais ou menos isto que ouvi quando estava perdida nos meus pensamentos. Ri-me com aquela frase, tentei pensar naquela frase, tentei reflectir naquelas palavras. Enfim... tentei acreditar que aquilo seria possivel. Mas nesse mesmo dia em que ouvi aquelas palavras "mágicas", cheguei a minha casa e tinha a casa vandalizada... fomos assaltados. O desespero no rosto da minha mãe, a fúria nos olhos do meu irmão, a frustração num sorriso forçado que o meu pai me fez para me tentar acalmar. O que era aquela visão? Era a felicidade que me estava nas mãos? Muito pelo contrário, era a tristeza da realidade em que vivemos.
E agora penso...
Se o mundo está nas minhas mãos, porque é que sou confrontada com uma violência assustadora?
Se o mundo está nas minhas mãos, porque é que existem coisas tão más?...
Não existe a perfeição, não temos o mundo nas nossas mãos... isso para mim é uma ilusão do mais puro sonhador. Até posso estar a ser cruel, até posso estar a dramatizar as coisas mas a verdade é que foi a realidade que me mostrou isto. Nada é perfeito.
E tenho muita pena por pensar assim, mas é aquilo que sinto.
É com isto que vivo todos os dias...

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Ontem...

Ontem precisei de ti. Com qualquer sorriso, com qualquer humor, mas queria-te ali comigo ontem... À tua maneira, fosse ela qual fosse, mas tu não estavas lá.
Nunca estás...

Acabou-se.

Acabou-se o sonho, acabou-se a ilusão, acabou-se a vontade de lutar. Escapou-se da minha mão a vontade de te amar, de te querer comigo.
Nunca irás compreender, pois não? Não.
Sinto que chegou a altura de dizer basta, e seguir com as coisas em frente. Sinceramente, queria tudo diferente. Mas não dá.
Acabou-se.

Ou ainda não é desta?

Eternidade.

“A vida passa lá fora;
Ou na pressa de uma roda,
Ou na altura de uma asa,
Ou na paz de uma cantiga;
E vem guardar-se num verso
Que eu talvez diga amanhã.”

Miguel Torga